Logística refaz metas e amplia investimentos
por Robson Bertolinoluiz Claudio Tinoco
Os operadores logísticos estão revendo suas metas para o segundo semestre do ano após registrarem resultados bem acima do esperado nos seis primeiros meses deste ano. Com média de 20% de crescimento, as empresas estão inaugurando Centros de Distribuição (CD), frota de veículos, participação no modal aéreo e diversificando suas áreas de atuação.
A Direct Express é uma das empresas que reviram suas metas, e, com o crescimento puxado pelo comércio eletrônico, que representa 70% dos negócios da empresa, investe R$ 7,3 milhões em dois novos CDs e em 220 veículos de médio porte. “Percebemos maior demanda por transporte de eletroeletrônicos, informática e portáteis”, diz Luiz Henrique Nascimento, diretor comercial. A empresa realizou, em média, no primeiro semestre do ano 10 mil entregas por dia, contra 5 mil no mesmo período do ano passado. “Dobramos o volume”, conta.
Outra empresa que está revendo suas estratégias para o ano é a Metropolitan Logística que dá início este semestre ao projeto de expansão que tem como meta duplicar o tamanho da companhia nos próximos três anos. Segundo José Magalhães Rocha, diretor comercial, a operadora irá investir R$ 15 milhões em infra-estrutura e tecnologia para dar suporte ao crescimento nos próximos anos. “A projeção é ampliar a participação no segmento têxtil ainda este ano”, revela. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou R$ 23 milhões de faturamento com 9 milhões de produtos movimentados, 10% mais que em igual período de 2005. No ano passado, a Metropolitan movimentou 17 milhões de itens e, segundo Magalhães, a intenção é ampliar a base geográfica e expandir em 50% a área de armazenagem. Em 2005, a empresa fechou o ano com R$ 54 milhões em vendas e deverá chegar a R$ 65 milhões em caixa este ano.
Na contramão da crise agropecuária, a Golden Cargo , que transporta defensivos agrícolas e químicos, investe R$ 6,5 milhões em 35 novos caminhões e inaugura CDs nas cidades de Luis Eduardo Magalhães e Barreiras (BA). “São novos pólos de soja no Nordeste. Nossa intenção é antecipar as necessidades da indústria nas novas fronteiras agrícolas”, revela José Luis Freitas Pereira, diretor de desenvolvimento e novos negócios. A empresa inaugura outro CD em Araguaína (TO) também este ano. A projeção é ter 22% a mais em negócios este ano em comparação ao ano passado e faturamento de R$ 70 milhões.
A Expresso Araçatuba , como plano de meta para o próximo ano, deverá elevar sua participação em receita no modal aéreo, passando de 10% hoje para 20% até o final de 2007. “A operadora adquiriu, por meio de leasing operacional, 125 carretas, com investimento inicial de R$ 2 milhões. Até o final de julho chegam as 50 primeiras”, diz Oswaldo Dias de Castro Júnior, diretor-geral. A empresa também está ampliando 6 CDs e trocando de espaço físico outros 4. Em receita, a empresa deverá elevar seus negócios 20% este ano e obter receita de R$ 210 milhões.
No Pólo Industrial de Manaus, o desempenho dos operadores logísticos de Manaus é alto. Na Expresso Araçatuba, o crescimento do primeiro semestre foi de cerca de 10% e deve ampliar se a indústria mantiver os pedidos do primeiro semestre. A Ramos Transportes deve movimentar pelo menos 40% no segundo semestre ante os 15% projetados para todo o País. Segundo o gerente administrativo e operacional da Araçatuba, Reinaldo Barbosa Alencar, a indústria de eletroeletrônicos foi a responsável pelo grande volume das operações, especialmente os segmentos de televisores e DVDs, como resultado da Copa do Mundo. “O setor manteve a alta do ano passado”, destaca.
A Ramos Transportes projeta crescer 40% pelo menos no segundo semestre em relação ao ano passado. Em 2005 a empresa movimentou 407 mil toneladas de carga, um aumento de 35% em relação ao ano anterior. “Projetamos alta no segundo semestre pelo aquecimento da indústria”, avalia o diretor comercial Klebson Campos. O desempenho fez a empresa investir R$ 3 milhões na construção de um novo terminal de 10 mil metros quadrados.
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